Campeão do 11º Campeonato Brasileiro de Barista.
1) Quando você começou a beber café?
R: Eu possuia o costume de beber cafés de marcas comuns em casa, pois minha mãe comprava cafés no supermercado. Em 2006, fui pela primeira vez no Suplicy Cafés Especiais, nos Jardins e foi lá que a minha paixão por café nasceu, me interessei e resolvi me aprofundar pelo assunto, foi quando descobri sobre as diferenças de um café industrializado para um especial.
2) Como e quando você decidiu se tornar um Barista?
R: A primeira vez que visitei a loja dos Jardins me interessei pela profissão e resolvi conversar com a supervisora da loja para saber se havia uma vaga, e havia. Como de praxe pelo Suplicy Cafés, todos colaboradores novos passam por um treinamento interno intensivo para se capacitar no correto preparo das bebidas de café, além de saber explicar os conceitos de uma boa degustação.
3) O que você mais gosta como Barista?
R: Para mim é muito importante ver o resultado do esforço das pessoas envolvidas na cadeia produtiva, desde o plantio, colheita, torra e principalmente ter contato com o cliente final e poder transmitir como fazemos para oferecer uma xícara perfeita de café.
4) Qual foi o processo para apresentação das bebidas?
R: Resolvi apresentar primeiro os cappuccinos, espressos e depois a bebida de assinatura. Escolhi primeiro os cappuccinos para depois vir o espresso, pois, se a ordem fosse inversa, o sabor do café puro dos espressos poderia alterar a percepção do sabor deles com leite. Os juízes avaliaram toda a parte técnica e sensorial dos cafés.
5) Conte-nos sobre a sua bebida de assinatura e por que você escolheu.
R: As regras do campeonato são claras, nenhum participante pode usar álcool em suas bebidas. Então resolvi criar uma bebida muito parecida com um licor de café, mas sem álcool. Primeiro utilizei cascas de grapefruit, deixei em infusão por cerca de 10 minutos com o espresso, coloquei leite condensado, creme de leite e lâminas de mentol. Bati tudo na coqueteleira com gêlo e servi em taças de cristal pequenas, o resultado foi excelente.
6) O que é preciso para competir neste ou em qualquer Campeonato de Barista?
R: É necessário dedicação, paixão, disciplina, auto-controle e, principalmente, criatividade. Fazer algo que fuja do lugar comum.
7) Que conselho você daria para Baristas que querem competir pela primeira vez?
R: Para competir é necessário uma boa máquina italiana, um café de alta qualidade e diversão! Independente do resultado, o participante não deve desanimar. Também é importante conhecer e seguir as regras do Campeonato, para que não ocorram erros primários. Se possível, conviver com o melhor barista de sua cidade, que pode te dar dicas preciosas.
8) Qual foi a sua primeira introdução ao latte art?
R: Entrei em 2006 no Suplicy Cafés e seis meses depois começei a aprender o latte art, mas o café além de ter uma boa decoração, deve ser agradável ao paladar.
9) Quantas tentativas foram necessárias antes que você dominasse a arte no café?
R: Foi necessário muito suor e dedicação para atender um alto fluxo de clientes com qualidade. Além disso, a cada dia descubro alguma novidade no mercado e procuro uma aprimoração constante.
10) As pessoas podem fazer a arte no café em casa?
R: Sim, basta ter uma máquina de vaporização do leite, bisnaga de bico fino e acrescentar uma calda de caramelo ou chocolate para finalizar.

