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Entrevista com Alejandro Mendez

O salvadorenho Alejandro Mendez, campeão mundial, ajudou o campeão brasileiro de baristas, Rafael Godoy, na sua preparação para o Campeonato Mundial da categoria O campeão brasileiro de baristas, Rafael Godoy, do Suplicy Cafés
Especiais, representará o País no World Barista Championship campeonato mundial da categoria , que ocorrerá entre os dias 12 e 15 de junho, em Viena, na Áustria.


1)     Como e quando você decidiu se tornar um Barista?

R: Frederico Bolanos, diretor do café Viva Espresso me disse no dia em que fui fazer a primeira entrevista para o trabalho: amanhã você começará a treinar para ser um barista e eu disse tudo bem! Acho que deu certo porque ele me vendeu algo diferente das outras pessoas, eu não sei o que e também não sei como, mas ele me disse: eu realmente quero que você seja um barista. No dia seguinte, eu fui para a máquina para que eu pudesse me acostumar com o mundo do café. O treino inicial durou cerca de 4 meses, tive que aprender sobre as fazendas, história do café, variedades, torras e muitas outras coisas. Também fiz aulas práticas de como preparar um espresso, cappuccino e diferentes tipos de bebidas. Depois, tive que fazer uma prova e caso não passasse, teria que ir mais uma vez para as aulas e tentar passar de novo, mas eu passei de primeira e já começei a preparar os cafés para os clientes.

2)     O que você mais gosta na profissão de Barista?

R: Em certas partes do meu treino eu percebi que este é um mundo paralelo do normal. É como o mundo do vinho, mas no café eu acho que vai ficando um pouco mais complicado, e foi por isso que eu me apaixonei, porque sempre tenho algo para aprender, acho isso muito interessante na minha profissão. A coisa que eu mais gosto neste momento é de que muitas pessoas e amigos ao redor do mundo tem a mesma paixão que eu.

3)     Como você vê a valorização da profissão de barista no mundo?

R: Em algumas partes do mundo as pessoas não reconhecem o barista como um profissional de verdade e sim como um trabalho primário. Mas em outras partes do mundo, as pessoas vêm os baristas como os “gurus do café”, elas vão até os baristas e começam a fazer muitas perguntas. Há também pessoas que usam o próprio método de preparo de café em casa, comprando grãos em cafeterias, por exemplo, o que é ótimo!

4)     Em sua opinião, o brasileiro sabe tomar café, ou precisa aprender muito ainda?

R: Eu acho que o café especial em todo o mundo é tomado por 1% ou menos. As pessoas que não conhecem o que é o café especial, quando vão a uma boa cafeteria, eles bebem e percebem que realmente gostaram do café porque tem algo diferente, eles não sabem o que tem e porque é diferente, mas sabem que é bom. A diferença do café especial para outros pode ser percebida da primeira vez, é a diferença da qualidade. Então, eu acho que este ainda é um mundo pequeno, mas que no futuro terá uma grande onda de pessoas que irão beber cafés especiais.

5)     O hábito de degustar um bom café pode ser comparado ao hábito de apreciar um bom vinho, por exemplo?

R: Sim, com certeza. A única coisa é que o café é mais barato do que o vinho. Em muitas cafeterias se encontra cafés de diferentes regiões, torras diferentes e microlotes. O hábito de beber vinho é muito pequeno se comparado com o de beber café.

6)     Conte-nos sobre a sua vitória em 2011 e porque acredita ter se destacado no meio de tantos outros competidores.

R: A primeira vez que competi foi em 2010 e eu terminei em 11º lugar no mundial. Logo depois, eu comecei a treinar para minha competição em 2011. Foi muito difícil, pois todos os dias, durante mais de seis meses nós procuramos por um fantástico café, que merecia ser experimentado para o WBC e então eu coloquei tudo isso junto com a minha paixão, com todas as pessoas que estavam me dando suporte em El Salvador e a vontade de vencer. Os juízes disseram que o meu desempenho foi melhor do que a dos outros baristas e que eu cometi menos erros do que os demais, então eu acho que é por isso que eu venci.

7)     Quais são os seus futuros planos no mundo do café?

R: Nós já abrimos uma nova torrefadora que é enorme, lá nós temos pequenas máquinas para torrar. Além disso, também temos uma competição de espresso e diferentes métodos de preparo. Outro importante ponto é a abertura de uma escola de café em El Salvador. Também tenho planos de abrir uma cafeteria em outra parte do mundo, não sei aonde ainda, porque penso em vender coisas diferentes e quero levar o café para outro nível, para que as pessoas possam beber e mudar o hábito de tomar café, só que em El Salvador o mercado ainda não está preparado para isso. Então quero ir para uma cidade grande, onde as pessoas costumam beber bons vinhos, boas cervejas e com um boa gastronomia, quero que seja um lugar que realmente tirará vantagem deste café.

8)     O que é preciso para competir no Campeonato Mundial?

R: A primeira coisa é que você é o representante de todo o país, pois o barista que está na frente dos juízes venceu por todo o país e eu reconheci isso quando eu estava em Bogotá. A primeira vez eu terminei em 11º lugar, mas eu disse tudo bem, eu sou um representante de El Salvador, então, eu tenho que trabalhar mais ainda para levar ao meu país alguma coisa boa, alguma coisa melhor do que eu levei antes. Eu acho que o barista que representa o país tem que ter comprometimento, trabalhar com bons produtos, ter cuidado com todos os processos, além de responsabilidade.

9)     Como foi a sua estadia aqui no Brasil e como a sua experiência pode ter ajudado na preparação do Godoy para o Mundial?

R: A minha experiência no Brasil foi muito boa, já estive em mais de 40 países, mas o Brasil é um dos meus preferidos, por causa da comida, das pessoas, além das amizades aqui. Já para Rafael consegui fazer com que ele progredisse em seu desempenho, nós prestamos mais atenção no que os juízes estavam olhando para a bebida de assinatura, espresso e cappuccino, então nós desenvolvemos uma rotina. Foi triste ficar apenas 4 dias aqui, se eu pudesse ficaria um mês, pois seria melhor para o Rafael.

10)  Que conselho você daria para o Rafael Godoy ganhar o Campeonato?

R: Meu conselho é de ser sempre humilde, tentar melhorar sempre e treinar muito. 

 
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Publicado por em junho 1, 2012 em Café

 

Como Conservar o Sabor e Aroma do Café?

Os apreciadores de uma das bebidas mais tradicionais do mundo confirmam: saborear um bom café não tem preço! Seja torrado e moído, espresso ou coado, com leite, caramelo ou chocolate, as bebidas à base de café caíram há muito tempo no gosto de todos nós.O segredo de um bom café não está somente ligado à seleção de seus grãos. A preocupação em conservar corretamente o café está presente desde o momento em que é realizada sua colheita. Para que os grãos não percam em qualidade e tenham seu aroma e sabor característicos mantidos, é preciso que o consumidor também saiba armazenar o café em casa.

Especialistas sabem que pequenos detalhes interferem no sabor do café. Algumas dicas básicas podem te ajudar a conservar o café em casa para que ele não perca suas propriedades originais.

Não misturar o pó de café novo com o restante do antigo. De preferência, guardar em recipiente escuro. Sobre conservar na geladeira, há controversas. O importante mesmo é vedar bem o recipiente para que o sabor e aroma do café não sejam alterados. O ideal é utilizar água filtrada. Não ferva, mas aqueça a água. O coador de papel não deve ser reutilizado. Descarte-o após uso. O coador de pano deve ser lavado sem sabão, guardado na geladeira e trocado a cada mês.

 
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Publicado por em abril 27, 2012 em Café

 

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Entrevista com Rafael Godoy

Campeão do 11º Campeonato Brasileiro de Barista.

1)     Quando você começou a beber café?

R: Eu possuia o costume de beber cafés de marcas comuns em casa, pois minha mãe comprava cafés no supermercado. Em 2006, fui pela primeira vez no Suplicy Cafés Especiais, nos Jardins e foi lá que a minha paixão por café nasceu, me interessei e resolvi me aprofundar pelo assunto, foi quando descobri sobre as diferenças de um café industrializado para um especial.

2)     Como e quando você decidiu se tornar um Barista?

R: A primeira vez que visitei a loja dos Jardins me interessei pela profissão e resolvi conversar com a supervisora da loja para saber se havia uma vaga, e havia. Como de praxe pelo Suplicy Cafés, todos colaboradores novos passam por um treinamento interno intensivo para se capacitar no correto preparo das bebidas de café, além de saber explicar os conceitos de uma boa degustação.

3)     O que você mais gosta como Barista?

R: Para mim é muito importante ver o resultado do esforço das pessoas envolvidas na cadeia produtiva, desde o plantio, colheita, torra e principalmente ter contato com o cliente final e poder transmitir como fazemos para oferecer uma xícara perfeita de café.

4)     Qual foi o processo para apresentação das bebidas?

R: Resolvi apresentar primeiro os cappuccinos, espressos e depois a bebida de assinatura. Escolhi primeiro os cappuccinos para depois vir o espresso, pois, se a ordem fosse inversa, o sabor do café puro dos espressos poderia alterar a percepção do sabor deles com leite.  Os juízes avaliaram toda a parte técnica e sensorial dos cafés.

5)     Conte-nos sobre a sua bebida de assinatura e por que você escolheu.

R: As regras do campeonato são claras, nenhum participante pode usar álcool em suas bebidas. Então resolvi criar uma bebida muito parecida com um licor de café, mas sem álcool. Primeiro utilizei cascas de grapefruit, deixei em infusão por cerca de 10 minutos com o espresso, coloquei leite condensado, creme de leite e lâminas de mentol. Bati tudo na coqueteleira com gêlo e servi em taças de cristal pequenas, o resultado foi excelente.

6)     O que é preciso para competir neste ou em qualquer Campeonato de Barista?

R: É necessário dedicação, paixão, disciplina, auto-controle e, principalmente, criatividade. Fazer algo que fuja do lugar comum.

7)     Que conselho você daria para Baristas que querem competir pela primeira vez?

R: Para competir é necessário uma boa máquina italiana, um café de alta qualidade e diversão! Independente do resultado, o participante não deve desanimar. Também é importante conhecer e seguir as regras do Campeonato, para que não ocorram erros primários. Se possível, conviver com o melhor barista de sua cidade, que pode te dar dicas preciosas.

8)     Qual foi a sua primeira introdução ao latte art?

R: Entrei em 2006 no Suplicy Cafés e seis meses depois começei a aprender o latte art, mas o café além de ter uma boa decoração, deve ser agradável ao paladar.

9)     Quantas tentativas foram necessárias antes que você dominasse a arte no café?

R: Foi necessário muito suor e dedicação para atender um alto fluxo de clientes com qualidade. Além disso, a cada dia descubro alguma novidade no mercado e procuro uma aprimoração constante.

10) As pessoas podem fazer a arte no café em casa?

R: Sim, basta ter uma máquina de vaporização do leite, bisnaga de bico fino e acrescentar uma calda de caramelo ou chocolate para finalizar.

 
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Publicado por em março 19, 2012 em Outros

 

Vida Mais Saudável

Pesquisa aponta tendência global de incluir a ida a uma cafeteria como escolha consciente por um estilo de vida mais saudável!
O consumo global de café continua a crescer, e a conquistar a aceitação completa como uma bebida de Estilo de Vida, de acordo com o relatório feito por analistas de indústria de Global.Os tempos modernos têm testemunhado a evolução do café a partir de um hábito quotidiano de uma opção de vida saudável. Café ganha o status de ser a bebida preferida em todo o mundo, com mais de 400 bilhões de xícaras de consumo anual. A bebida quente tem tudo para testemunhar um crescimento robusto em termos de consumo e comércio entre as economias em recuperação, os níveis crescentes de preferência, o aumento na área plantada de produção, a penetração em mercados em desenvolvimento, bem como a volatilidade dos preços.
 

O café é considerado como o mais alto bebida consumida nos países desenvolvidos, tais como, os EUA e principais países europeus. A bebida é a commodity mais negociada do mundo, atrás apenas do petróleo. O mercado global de café é caracterizada pela grande quantidade de especulação e volatilidade, e é altamente impulsionado pelas tendências de produção que prevalecem nas principais nações produtoras. Consumo de café no mercado mundial aumentou em 2010, com o ready-to-drink segmento (IDT) no topo da lista com aumentos notáveis em quase todas as marcas populares.



O relatório de pesquisa intitulado “Café (Torrado e Especialidade): Uma Perspectiva Global” anunciado pela Global Industry Analysts, Inc., fornece uma coleção de anedotas, resumos estatísticos de mercado, e os resumos concisos das descobertas de pesquisa. O relatório oferece uma vista aérea da indústria global de café e identifica os padrões de produção e consumo, os principais desafios de curto a médio prazo do mercado, e drivers de crescimento. 
 
 Confira a matéria completa clicando Aqui.
 
 
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Publicado por em março 9, 2012 em Outros

 

O Café no Brasil

A entrada do café no Brasil aconteceu em 1727, pelo oficial português Francisco de Mello Palheta. Ele foi enviado à Guiana Francesa pelo governador do Pará, João da Maia da Gama, para resolver problemas de fronteira, mas também para trazer sementes do fruto que tinha grande valor comercial.
 
 
 
Assim, mudas e sementes de café foram plantadas no Pará e dali espalhou-se o cultivo para outros estados, como Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais (ainda hoje onde há uma das principais culturas) e São Paulo, que no final do século XIX e início do século XX ficou conhecida como a “capital do café”. Com o declínio das reservas de ouro em Minas Gerais e das crises internacionais do mercado de açúcar, vivemos o ciclo econômico do café no Brasil. O produto passou a ter influência também na política do país, com a alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais (notabilizada pela criação de gado leiteiro), que ficou conhecida como “política do café-com-leite”.
 
Até os escravos ajudaram a fazer a história do café no Brasil, porque foram os primeiros a trabalhar nas grandes lavouras do Rio de Janeiro, Minas Gerais e parte do Estado de São Paulo. Mas a expansão do cultivo coincidiu com a época da abolição, o que causou preocupações nos fazendeiros de café. Em troca do apoio à campanha abolicionista, eles exigiram o incentivo do governo à vinda de imigrantes europeus para o país para trabalharem na lavoura, como foi o caso dos alemães e italianos. Hoje, o café é produzido principalmente nas cidades de Espírito Santo do Pinhal, Franca e Garça (SP), Guaxupé e Patrocínio (MG), Barreiras (BA), Jaguaré e São Gabriel da Palha (ES), Londrina (PR) e Vilhena (RO).
 
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Publicado por em março 8, 2012 em Café

 

Welcome!

Olá,
Nasce hoje, dia 08 de Março de 2012 o We Love Café!
Um blog feito por um apaixonado por café, que acordou numa manhã inusitada com a idéia de disseminar sua paixão pelo café mundo afora.
Apesar do meu sentimento incodicional por este grão, aqui no blog, você também poderá ler e comentar notícias, fatos e opniões sobre os mais diversos assuntos, claro, levando em consideração apenas as melhores e mais releventes notícias da atualidade.
Seja Bem Vindo!
Entre, fique totalmente a vontade e divirta-se bastante, o Café ja vai sair!
 
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Publicado por em março 8, 2012 em Outros

 
 
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